Porque (não) anunciar no Facebook

Hoje me peguei surpresa com o valor total que a minha empresa já gastou anunciando no Facebook ao longo do primeiro ano de vida dela. É um valor considerável, para um negócio que está começando. O que, todos sabem, não é uma fase fácil.

A rede social de Mark Zuckerberg perece ter perdido os dias de glória
Mas a pergunta que venho me fazendo (e ainda mais agora) é: será que ainda vale a pena empenhar os nossos suados tostões nessa rede? A resposta para mim é um claro e sonoro não!

Ao mesmo tempo que me surpreendi com o valor gasto por nós em anúncios, também tive uma desagradável surpresa ao perceber que uma publicação que fizemos hoje atingiu apenas 93 das 2.381 pessoas que curtem a nossa página. E antes que você se pergunte que tipo de conteúdo era esse, eu adianto: fazia parte de uma nova tentativa de não sucumbir à rede de Zuckerberg, com publicações que se encaixam nos padrões “que o Facebook gosta”.

Afinal de contas, nós como veículo de comunicação somos tudo que o atual algorítimo do Facebook não gosta. Nossos posts, em geral, tentem a conter links para sites externos, sem contar que a rede social está priorizando a interação entre amigos e familiares e diminuindo o alcance das fanpages. Tudo isso, segundo eles, é para evitar a disseminação das fake news, mas acaba deixando duas opções aos criadores: abandonar o navio, como fez a Folha de São Paulo, ou pagar para sobreviver na plataforma.

Porém, mesmo muitos empresários achando que vale a pena anunciar no Facebook, pois é uma forma mais simples barata de atingir o público, tudo isso acaba se tornando um ciclo vicioso. Você paga para conseguir curtidas na página, de pessoas que não vão receber o seu conteúdo. Paga para as pessoas que você pagou para te seguirem receberem suas publicações nos feeds. E depois, na sua próxima publicação, paga novamente. Ou seja, afinal de contas, para onde está indo o nosso dinheiro?

Isso sem contar que confiar a divulgação da sua marca apenas ao Facebook e Instagram é um completo tiro no pé. Essas redes não possuem ferramentas de busca, consequentemente será muito difícil novos clientes te descobrirem através delas (a menos que você pague). Mas isso é assunto para outro texto.

O fato é que estamos em um período emblemático para produtores de conteúdo. Talvez seja tempo de migrarmos para outras plataformas, ou tentarmos novas abordagens. Se o Facebook vai sobreviver a essa crise, eu não sei dizer. Mas e você? Vai abandonar o navio ou pagar para afundar com ele?

*por Érica Rodrigues

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